google-site-verification=0bsw2szmxT9_MZsRCIYf8HWmtUyyQzNkBOSN9lE3GE0

Venda de lubrificantes volta a crescer, mas Petrobrás quer deixar esse
mercado

Veículo: O Propulsor Marítimo | Data: 16.09.2020 | Tamanho: WIDE

[ Link original ]

O mercado nacional de lubrificantes passou por um
período turbulento devido à pandemia do novo
coronavírus, com queda de até 60% na produção em abril
para uma impressionante recuperação em menos de três
meses.

O setor bateu mais de 1 bilhão de reais em vendas no
mercado interno e a expectativa é ultrapassar esta marca
já nos primeiros meses de 2021. Edson Reis, CEO da Teclub
Maxon Oil, uma das fabricantes de óleo lubrificante que
mais crescem país, disse que a demanda reprimida é a
principal responsável pela rápida recuperação. “Abril e
maio foram complicados, com a produção de todo o setor
estagnada e pouca perspectiva. Mas, para quem tem um
negócio sólido, a pandemia foi só um susto e não
comprometeu completamente a operação”, declarou.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento teve um
crescimento de 19% no mercado total desse insumo nos
últimos anos. Com cerca de 276 players registrados e em
operação, o setor de lubrificantes mostra o crescimento de
produtoras menores, mas permanece sobre o domínio das
grandes marcas.

PETROBRÁS QUER SAIR DO MERCADO DE LUBRIFICANTES,
MAS PATROCINA CARROS DA STOCKCAR

O Programa de Monitoramento de Lubrificantes (PML)
criado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) está sendo visto como um suporte
importante para o crescimento das vendas dos novos
players do mercado, ao avaliar a qualidade dos óleos
lubrificantes automotivos comercializados no país e a
regularidade de seus registros. A expectativa do aumento
na venda de carros nos próximos meses é também um dos
fatores que contribuem para as projeções positivas, com
novos lançamentos pelas montadoras.

A Petrobrás por sua vez, não parece estar de olhos abertos
para o crescimento desse mercado. Ela está alterando sua
estratégia para a área de lubrificantes. Mesmo pressionada
pelo seu corpo técnico e funcionários, que lideram o
movimento “Petrobrás Fica”, a sinalização é que a
companhia está indicando a abertura do mercado à
concorrência. A empresa já está virando as costas para suas
próprias refinarias desde a gestão de Pedro Parente. Agora,
na gestão Castello Branco, a estatal já deixou claro que
pretende se desfazer de cerca de 50% de sua capacidade
de refino, vendendo unidades no Sul, Norte e Nordeste. O
atual processo de paralisação de unidades de produção de
lubrificantes da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), bem
como a interrupção da produção deste derivado na
Refinaria Landuplho Alves-Mataripe (Rlam), é um sinal
claro pelo desinteresse nesta área.