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Economia: Demanda reprimida traz rápida recuperação ao mercado de
óleos lubrificantes

 

 

Veículo: Blog Houpress | Data: 14.09.2020 | Tamanho: DHTML

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O mercado nacional de lubrificantes passou por um
período turbulento devido à pandemia do novo
coronavírus, com queda de até 60% na produção em abril
para uma impressionante recuperação em menos de três
meses. O setor bateu mais de 1 bilhão de reais em vendas
no mercado interno e a expectativa é ultrapassar esta
marca já nos primeiros meses de 2021.

“A demanda reprimida é a principal responsável pela rápida
recuperação. Abril e maio foram complicados, com a
produção de todo o setor estagnada e pouca perspectiva.
Mas, para quem tem um negócio sólido, a pandemia foi só
um susto e não comprometeu completamente a
operação”, conta Edson Reis, CEO da Teclub Maxon Oil,
uma das fabricantes de óleo lubrificante que mais crescem
país. Em meio à pandemia, a marca chegou a bater sua
meta de vendas em 105% e vai fechar o ano com um
faturamento acima de R$ 100 milhões, sendo 42% desse
crescimento nos últimos meses.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE) o segmento teve um
crescimento de 19% no mercado total desse insumo nos
últimos anos. Com cerca de 276 players registrados e em
operação, o setor de lubrificantes segue dominado por
gigantes como Petrobras, Texaco, Ipiranga, Mobil, Shell,
entre outros, mas produtoras menores estão em ascensão
e para muitas a pandemia foi uma oportunidade de
crescimento.

O Programa de Monitoramento de Lubrificantes (PML)
criado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP) é um suporte importante para o
crescimento das vendas dos novos players do mercado, ao
avaliar a qualidade dos óleos lubrificantes automotivos
comercializados no país e a regularidade de seus registros.
“A vigilância é importante para manter as empresas com
óleos de qualidade realmente ativas e na disputa pelo
público consumidor. A ANP tem trabalhado em soluções
para retirar do mercado os produtos de baixa qualidade”,
detalha Edson.

A expectativa do aumento na venda de carros nos próximos
meses é também um dos fatores que contribuem para as
projeções positivas. A Federação Nacional da Distribuição
de Veículos (Fenabrave) sinalizou que em junho foram
licenciados 127,77 mil veículos, comerciais leves,
caminhões e ônibus, um crescimento significativo se
comparado com maio, que teve 62,1 mil veículos
licenciados.

Outro motivo para acreditar no crescimento do setor no
próximos meses é o lançamento de novidades pelas
montadoras, que também ficaram represadas durante
pandemia. “Este aquecimento é necessário para o
desenvolvimento econômico do país. O mercado em
crescimento vai contribuir para movimentar a economia
como um todo”, finalizou Edson Reis.