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Fabricante Teclub-Maxon Oil expande presença pelo Brasil e já traça planos para o mercado exterior

Veículo: On Truck | Data: 04.09.2020 | Tamanho: DHTML

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A paranaense Teclub, fabricante dos lubrificantes
automotivos e industriais Maxon Oil, começou o ano de
2020 com boas projeções de crescimento e, mesmo com os
desafios impostos pela pandemia do coronavírus, os planos
de expansão continuam de pé. O CEO da companhia, Edson
Reis, revela que a previsão é alcançar um faturamento
superior a R$ 100 milhões. “Traçamos que vamos terminar
o ano recuperando tudo aquilo que ficou para trás,
principalmente no mês de abril, atendendo todas as nossas
expectativas. Então, estamos conseguindo voltar da crise
melhores do que quando entramos”, declarou o executivo.
Reis comenta que a empresa já conseguiu uma boa
expansão dentro do país e que quer ampliar ainda mais sua
presença em grandes mercados, como Rio de Janeiro e São
Paulo. Além de aumentar sua força dentro de casa, a Teclub
também se prepara para alçar voos internacionais. “Temos
olhado bastante para essa questão de entrar em novos
mercados. Agora, mais do que nunca, com o dólar alto, o
mercado internacional se torna interessante. Alguns países
que estamos observando têm mercados muito bons para
nosso produto”, afirmou.

A empresa anunciou ao mercado projeções bem otimistas
de faturamento, mesmo em meio à pandemia. Ao que
atribui isso?

Começamos o ano de 2020 com previsões muito otimistas.
O ano de 2019 foi de transformações internas e fizemos
muitos investimentos em nossa parte de produção.
Naquela altura, víamos que 2020 tinha tudo para ser um
ano muito bom. Contudo, veio a questão da pandemia,
onde tivemos grandes preocupações e alguns dos nossos
investimentos foram colocados em stand-by. Percebemos
que o nosso mercado de lubrificantes parou devido ao
susto inicial. No mês de abril, todos os setores tiveram uma
queda brusca. Mesmo assim, entendemos que o mercado
ia se restabelecer rapidamente.
Fizemos de tudo para proteger nossos colaboradores dessa
crise sanitária. Ficamos parados por muito pouco tempo. A
nossa fábrica ficou parada menos de uma semana, já que o
nosso setor foi considerado como essencial. Continuamos
produzindo, mesmo sem vendas. E acabou acontecendo
aquilo que estávamos prevendo. Assim que as coisas
começaram a normalizar, o mercado buscou produtos.
Quem tinha esses produtos conseguiu dar um salto grande.
E nós tínhamos bastante produtos para atender a demanda
reprimida. Em maio, tivemos um salto de 80% a mais do
que previsto. Em agosto, terminamos o mês batendo mais
de 100% do esperado.

Por isso, traçamos que vamos terminar o ano recuperando
tudo aquilo que ficou para trás, principalmente no mês de
abril, atendendo todas as nossas expectativas. Então,
estamos conseguindo voltar da crise melhores do que
quando entramos. Nossa previsão de faturamento para
2020 é de mais de R$ 100 milhões.

O senhor poderia detalhar como foi essa reestruturação e
os investimentos feitos que mencionou na resposta
anterior?

Fizemos uma reestruturação organizacional. Nós somos
uma empresa familiar. Até o começo desse ano, o comando
era dividido entre mim e minha irmã. Fizemos uma
mudança de gestão no início de 2020, onde decidimos
colocar uma pessoa como diretor-executivo, centralizando
a administração. Fizemos também reestruturações na
equipe, buscando profissionais qualificados para nos ajudar
na administração. Com isso, reorganizamos todas as áreas
da empresa.

Além disso, fizemos investimentos em infraestrutura que
aumentaram nossa capacidade produtiva. Buscamos novas
parcerias visando o fornecimento de matéria-prima. Isso
foi fundamental para manter nosso crescimento, porque a
Petrobrás teve um problema sério de fornecimento a partir
de junho, com problemas na RLAM e Reduc, o que deixou
o mercado brasileiro desabastecido. Por sorte, tínhamos
algumas outras parcerias e sofremos menos do que outras
empresas.

Como a empresa driblou os efeitos da pandemia até aqui e
como pretendem continuar driblando daqui em diante?
Nós criamos uma série de normas internas, seguindo as
melhores práticas divulgadas pela Organização Mundial de
Saúde (OMS) e pelos governos e prefeituras, para prevenir
ao máximo o contágio dentro da empresa. Temos sido bem
enfáticos nisso. Fazemos um trabalho de prevenção nesse
sentido e estamos bem atentos ao que está acontecendo.
Montamos um comitê de crise dentro da empresa, logo no
final de março. Esse comitê, no início, se reunia
praticamente todos os dias para monitorar interna e
externamente a situação. Ficamos bem atentos ao
desenvolvimento do mercado e as regiões que estavam
sofrendo mais. Fomos trabalhando para conseguir manter
a empresa funcionando, oferecendo a maior segurança aos
nossos colaboradores, monitorando as situações de nossos
clientes e entendendo como nossos fornecedores estavam
sendo prejudicados, para que pudéssemos sempre estar
um passo a frente.

Para o futuro, até que a situação esteja totalmente
normalizada, vamos manter esse tipo de estratégia. Hoje,
entendemos que a situação está um pouco mais
controlada. Ainda estamos com uma equipe monitorando
o andamento da situação. Tivemos sorte também porque
aqui em São José dos Pinhais (PR) não tivemos um
lockdown mais rígido. Isso foi um ponto que nos ajudou a
não parar definitivamente. Em outras localidades, sabemos
que as empresas tiveram de parar totalmente.

Para o futuro, qual o planejamento da Teclub para
conquistar ainda mais presença no mercado?

A Teclub-Maxon Oil tem trabalhado constantemente no
desenvolvimento de novos produtos. Estamos investindo
bastante em linhas de produtos premium para atender
uma gama de clientes diferenciados. Estamos também,
como disse antes, trabalhando uma parceria forte com
nossos fornecedores.

Na parte comercial, estamos buscando atender mais
regiões dentro do Brasil. Inclusive, temos um plano de
iniciar, provavelmente em 2021, uma expansão nossa para
alguns países da América Latina para exportar nossos
produtos. Isso deveria ter começado em 2020, mas tivemos
de adiar por conta da pandemia.
Hoje, em lubrificantes automotivos, nossa empresa já
apareceu entre as 10 maiores em número de vendas no
mês de julho. Esse é um resultado bem positivo. No Sul do
país, somos a sexta empresa que mais vende lubrificantes.
E estamos crescendo em outros estados também e
investindo para ampliar nossa participação em outros
estados-chave, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e
Espírito Santo.

Poderia falar mais a respeito dos planos de expansão
internacional?

Temos olhado bastante para essa questão de entrar em
novos mercados. Agora, mais do que nunca, com o dólar
alto, o mercado internacional se torna interessante. Alguns
países que estamos observando tem mercados muito bons
para esse tipo de produto. Inclusive, países muito próximos
ao nosso, com uma logística sem grandes complicações.
Assim como fizemos expansão em todo o Brasil,
pretendemos entrar em outros mercados, país por país,
sempre com os pés no chão.